terça-feira, 30 de março de 2010

A “Mágica” da Rentabilidade na Prestação de Serviços em Logística e Transportes

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Menos de 900 Transportadoras no Brasil têm 100 ou mais caminhões em sua frota. Somados a outros quase 50 Operadores Logísticos consolidados ou em fase de desenvolvimento, podemos afirmar que cerca de 1.000 empresas detém uma condição de relativa escala operacional para operar com rentabilidade. Verdade? Não, mentira! Dessas 1.000 empresas, menos de 5% delas são realmente lucrativas, com rentabilidade líquida (após os impostos) acima de 10%.

Das 95% restantes, considere que algo entre 20% consegue obter uma rentabilidade ao redor de 5% a 10% e que metade delas obtenha algo entre 2% a 5%.

Ainda restam 25%, que lutam com afinco para pelo menos perder pouco, empatar ou flutuar no extremo esquerdo, ao redor de 0% a 2%

A grande maioria dessas empresas opera com baixa rentabilidade ou até com prejuízo. Alguém poderia perguntar: por que então não “quebram”?

Transportadoras e Operadores Logísticos conseguem, no curto e médio prazo, conviver com baixa lucratividade. No longo prazo, é claro, terão dificuldades para manterem-se competitivos e poderão não sobreviver aos desafios impostos pelos concorrentes e Clientes. O que “quebra” essas empresas são os problemas decorrentes do fluxo de caixa. A falta de recursos financeiros, somada ao alto grau de endividamento bancário e à perda de credibilidade junto a Fornecedores, parceiros e Clientes levam uma Transportadora ou Operador Logístico ao rápido desaparecimento.

Feitas as considerações iniciais, o que fazer então para reverter esse quadro?

1) Tenha um claro entendimento dos seus custos e despesas. Relacione item a item e classifique-o de forma adequada. Monitore o seu comportamento e acompanhe o impacto produzido sobre a rentabilidade e a sua representatividade em relação à Receita Operacional Líquida (ROL). Utilize técnicas de análise vertical e horizontal e também trabalhe com alguns índices financeiros. Se você não souber como dar este passo inicial, busque ajuda externa.

2) Na seqüência, estruture a sua DRE – Demonstração do Resultado do Exercício. Utilize-a como uma ferramenta de gestão no dia-a-dia da suam empresa e familiarize-se com os outputs gerados.

3) Comece a priorizar a última linha (Lucro Líquido) e não mais a primeira (Receita Operacional Bruta) ou a terceira (Receita Operacional Líquida).

4) Com a evolução do entendimento, reveja critérios de rateios utilizados e busque “rastrear” custos e despesas a partir das atividades envolvidas na sua geração.

5) Com a maturidade alcançada, tente obter uma visão de rentabilidade por Cliente, ou seja, tenha um DRE por Cliente. Não importa se ela estará 80% correta no início; o importante é evoluir daí para frente!

6) Monitore os seus custos operacionais por veículo, rota, serviço prestado ou Cliente. Trate cada caminhão como um centro de custo e resultado.

7) Ao gerenciar seus custos e despesas, adote iniciativas de rápido impacto. Por exemplo, não permita que as despesas administrativas e comerciais ultrapassem 15% da sua Receita Operacional Líquida (ROL). Que outro exemplo? Não tolere que uma Filial continue dando seguidos prejuízos; tome uma atitude rápida: reduza a sua atuação, feche-a ou faça ajustes em sua estrutura e pessoal.

8) Cobre tudo aquilo que é devido. Serviços diferenciados como uma entrega expressa ou coleta fora de horário devem ser sobre taxados. Entregas agendadas também. Não se esqueça de incluir em seus novos orçamentos as conhecidas Taxas ou Generalidades como TDE (Taxa de Dificuldade de Entrega), TDA (Taxa de Dificuldade de Acesso), GRIS (Gestão de Risco), Ad-Valorem, TRT (Taxa de Restrição de Trânsito), etc.

9) Apenas invista em novos ativos quando você tiver certeza do retorno a ser obtido. Faltar caminhão ou espaço no armazém é um “bom problema”. Capacidade ociosa e ativos subutilizados é um péssimo problema. Tenha apenas “bons problemas”.

10) Uma vez obtida a rentabilidade por Cliente, reveja os contratos pouco lucrativos. Renegocie com cada Cliente e busque uma rentabilidade mínima. Se não conseguir, agradeça e diga “até breve”.

11) Remunere a sua área de Vendas pela Margem de Contribuição ou Lucro Líquido e não mais pelo faturamento. Vender é fácil, vender com rentabilidade é difícil e desafiador!

12) Treine constantemente a área de Vendas. Sempre há muita coisa para fazer antes de realizar alguma concessão para um Cliente. Profissionais de vendas capacitados fazem uma grande diferença para as empresas!

13) Monitore os resultados da área de Vendas constantemente. Crie uma rotina de prestação de contas e aja imediatamente para reverter um quadro desfavorável.

14) Inove nos serviços prestados. Esteja atento ao mercado e procure identificar formas para diferenciar-se.

15) Por fim, ouse! Desenvolva mais negócios com os Clientes atuais. Crie maiores vínculos e busque a sua fidelização. Clientes muito satisfeitos são os melhores vendedores que existem. Indicarão a sua empresa para outras empresas sem cobrar nada por isso!!!

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Revista Transporte Mundial Visita Unidão Transportes

A Revista Transporte Mundial visitou a Unidão Transportes em São Paulo onde gerou uma reportagem na Edição de Março Numero 81 Ano 9.

Abaixo segue matéria:




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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Marketing - As Transportadoras Rodoviario de Cargas Precisam Se Promover Mais

Cada vez mais se fala em Marketing mas pouco vemos no Setor de Tranportes Rodoviario de Cargas empresas que nao pensam em marketing como uma Ferramenta que possa agregar nao só aumento de vendas mas também promover uma imagem para empresa, informações esta que se comprova pois dificilmente vemos um depto de Marketing dentro do nosso segmento, será que ate por isto somos mal visto pela sociedade.....por nao promover nossas ações, e uma questao de se pensar não é?
Abaixo segue fotos de uma forma de Marketing que achei fantastica...este e um exemplo de uma empresa de Goias, valorizando seu estado....mas existem Lugares lindo no Brasil do Iapoque ao Chuí.....portanto....e uma grande oportunidade de Promover a Empresa como um todo, mas também seu estado....e uma forma de Marketing que nao custa caro, pois todas as empresas precisam pintar seus Caminhões ou melhor quase todas...















Mais informações sobre a empresa acima:
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Comjovem - RS faz Visita Tecnica na Tipler em São Leopoldo - RS

Com um grande número de participantes, a Comjovem-RS, realizou ontem dia 03 de setembro, uma visita técnica a empresa Tipler (www.tipler.com.br) situada na cidade de São Leopoldo-RS. Os jovens empresários foram recebidos e acompanhados por um dos donos da empresa que fez questão de contar sua história e de como se deu a sucessão na sua família. Foram apresentados também uma gama de serviços que a rede Tipler e seus concessionários oferecem e não são utilizados pelas empresas de transporte. Em seguida, foi possível visitar a fábrica nova, que deverá estar em pleno funcionamento a partir do segundo semestre do ano que vem, aonde foi visto o que há de mais moderno para a fabricação de bandas para pneus. Na fábrica 1, ainda em operação, o que chamou a atenção foi o laboratório que produz os testes para a Tipler ter sempre um produto de excelência. Na recapagem acompanhamos todo o processo, desde a avaliação do pneu, raspagem , conserto até a vulcanização. A noite foi servido um churrasco que integrou ainda mais os participantes com os colaboradores da Tipler.
Dia 29 deste mesmo mês, a Comjovem-RS estará participando de uma integração com empresas da região de Lajeado. Desde já, estão todos convidados a prestigiar mais este evento.





Participantes da Visita Tecnica


Particpantes no Interior da Fabrica Nova da Tipler


Apresentação da Historia da Tipler
Empresas Presentes:
Transpanex
Minuano Transportes
Roma Carga
Primaveira
Unidao Transportes
Divelog
Modular Cargas
Panazzolo/Delta Guia
Fruki Bebida
Trans-Iguaçu

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A COMPETÊNCIA LOGÍSTICA NA GESTÃO PÚBLICA

Por Mauro R. Schlüter
mauro@ipelog.com

A evolução econômica das empresas e cadeias que estão inseridas em filosofias capitalistas está embasada na conquista ou proteção de mercados frente aos seus concorrentes. De certa forma o homem busca replicar aquilo que ocorre na natureza, onde os algoritmos genéticos permitem a sobrevivência das espécies mais competitivas no ambiente em que vivem. A evolução econômica baseada nos incrementos de competitividade, proporciona produtos melhores e mais baratos aos consumidores e por conseqüência as empresas são recompensadas com o lucro. O lucro é a evidência da competitividade das empresas e cadeias.
Para alcançar os seus objetivos, as empresas lançam mão de métodos, técnicas e ferramentas baseadas nos ganhos de competitividade que elas proporcionam aos seus negócios. Dentre as técnicas surgidas nos últimos anos, destaca-se a Logística Empresarial. A Logística Empresarial teve como inspiração a Logística Militar, cujo objetivo é a gestão sistêmica das operações para apoiar as conquistas e defesas de territórios. A adaptação deste objetivo para o meio empresarial é fácil de realizar, basta trocar da palavra “território” para “mercado” para termos uma idéia geral sobre os objetivos da Logística Empresarial.
No âmbito mundial, as empresas com as melhores práticas de logística possuem diretorias específicas para esta competência, com visão sistêmica, abrangendo as áreas de suprimento, produção, distribuição e serviços ao cliente com forte interface de modelos quantitativos. O sucesso que estas práticas de logística vêm proporcionando às empresas gerou a extrapolação dos conceitos para as cadeias produtivas, notadamente nas do tipo supply-chain (cadeia de suprimentos). O supply-chain é a gestão sistêmica das operações das empresas, conectadas uma-a-uma, que fazem partes, conjuntos e sub-conjuntos de um produto de consumo final, tendo como base as exigências do mercado consumidor deste produto.
Nas atividades desenvolvidas pelo poder público, a existência de um mercado cativo e sem competidores prejudica o esforço natural de busca pela competitividade, inibindo assim a evolução sócio-econômica dessas atividades. Dessa forma a sua evolução sócio-econômica pode ser afetada pela inexistência de necessidade de competitividade, uma vez que os usuários dos seus serviços são cativos. O resultado, de forma geral, é a ruptura de sinergia das ações operacionais que visam suprir de forma satisfatória as necessidades que constituem as demandas da sociedade.
A ocorrência deste fato não é diferente quando se trata de atender as demandas por competitividade logística das empresas e cadeias produtivas do país. A evidência deste problema é amplamente divulgada pela imprensa, mostrando a falta de investimentos em infraestrutura logística. O estado é um ator de peso através da forte interferência na regulamentação sobre o funcionamento dos modais (exceto o rodoviário), tanto nas permissões de operações de transporte, de vias e de terminais, bem como investidor da infra-estrutura viária e de terminais (aí incluído o rodoviário).
Algumas ações do poder público podem ser vislumbradas, porém de forma tímida, ou tardia ou ainda não sistêmica. A criação de agências reguladoras é um passo importante, porém a falta de convergência de objetivos das próprias agências em relação a competitividade logística do país poderá ser um obstáculo a médio e longo prazo. Outros exemplos são louváveis, ainda que tardios como por exemplo o PAC e o PNLT, porém necessitam de implementação urgente.

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sábado, 1 de agosto de 2009

CURSAR TÉCNICO, TECNÓLOGO OU PÓS-GRADUAÇÃO EM LOGÍSTICA?

Por:
Mauro Roberto Schlüter
mauro@ipelog.com

Seguidamente sou questionado por profissionais de logística acerca da melhor forma de iniciar a sua busca por conhecimento formal acadêmico sobre logística. Isto ocorre com principalmente com aqueles profissionais que já trabalham nas áreas compreendidas pela logística (suprimento, produção, distribuição, utilização e reversão), em seus diversos níveis hierárquicos, Pois bem, cabe relembrar para que âmbito de competência serve cada um dos cursos mencionados no título deste artigo.

Técnico em Logística:
Os cursos técnicos de logística empresarial são cursos de nível médio, voltado para os profissionais que atuam nas áreas operacionais da logística e cujo âmbito de gestão envolve somente poucos processos (não mais do que 5 processos logísticos). As disciplinas deste curso abrangem temas voltados para atuação focada em operações, com horizonte de tempo extremamente curto (via de regra não mais do que 3 dias a uma semana). Estes cursos passam informações básicas sobre tipos de equipamentos de movimentação, instalações de armazenagem, formas e tipos de instalações para armazéns, sistemas de reposição, etc.

Tecnólogo em Logística:
Os cursos de tecnólogo em logística são cursos de nível superior, voltados para profissionais que já atuam por um bom tempo na área ou para estudantes que já cursaram o técnico em logística. O âmbito de gestão abrange o nível tático de subsistemas da logística através de cargos que podem ser de supervisão, gerência, coordenação, etc. e o horizonte de planejamento e decisões abrange de mais de uma semana, até seis meses ou em alguns casos, cerca de um ano. Os cursos de tecnólogo buscam a construção do conhecimento a partir de modelos e técnicas de gestão logística, tais como custo logístico total, técnicas de design de redes, controle de KPI’s, etc.

Especialização e MBA em Logística:
Ambos os cursos são considerados pelo MEC como pós-graduação lato-sensu e são voltados para profissionais de cargos estratégicos de alta gerência e direção do sistema logístico, onde as decisões repercutem no sistema e no longo prazo (de seis meses, até cinco anos). A construção do conhecimento neste nível de capacitação envolve a análise e avaliação dos métodos e modelos de gestão, tais como: modelos matemáticos utilizados em pacotes computacionais, elaboração de KPI’s e suas métricas, métodos de gestão (puxado, empurrado, híbrido, etc.).

Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado:
Estes cursos são orientados especificamente para gestores de poucas empresas, especialmente aquelas mais complexas, voltados para cargos de staff ou então para consultores de alta performance. Além disso, são especialmente indicados para quem deseja pesquisar sobre logística e contribuir para construção do conhecimento junto aos alunos de todos os níveis.

A escolha do tipo de curso mais adequado para sua carreira depende de vários fatores, que serão objeto do artigo da próxima semana.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tamanho do Segmento de Transporadoras Rodoviarias de Cargas no Brasil

Segue na tabela abaixo o tamanho do segmento de Transportadoras Rodoviarias de Cargas no Brasil, por tamanho de Frota e por estado.

Dois dados que chamam atenção:

Existem mais de 162 mil Transportadoras no Brasil.

O país possui uma frota de mais de 1.900.000 de veículos.




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