quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI)

Viram a Zero Hora esta semana?
O tema em pauta já vem sendo abordado aqui no blog: intermodalidade!

A Presidente quer destravar as chamadas Parcerias Público-Privadas, com um grande pacote de concessões de rodovias, ferrovias e portos.



Não achei o link da ZH, mas segue um link que aborda o assunto. Clique.

Abraço,
Junior Cavalca


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os Modais no Brasil e Seus Números


O Brasil é um país de tamanho Continental, e se soubermos aproveitar toda a riqueza geográfica podemos ter um diferencial competitivo mundial muito grande. Podemos inclusive fazer uma pequena comparação com o Japão, que com mesmo com toda sua escassez consegue ser um país desenvolvido.
Apresento abaixo um quadro com indicadores das estruturas de transportes nos Modais Rodoviário, Ferróviario, Aquaviário e Aeroviário. A Matriz de Transportes no Brasil esta desalinhada com as melhores práticas mundiais, o Brasil é um país extremamente Rodoviarista, porém nos últimos anos isto esta mudando com o aumento do modal Ferroviário.
Clique para ampliar
No blog da Divelog temos falado muito sobre Matriz Multimodal no Brasil. Somos da opinião que a passos curtos poderíamos reduzir o nosso custo de transporte no Brasil e consequentemente melhorar nossa competitiva no mundo GLOBAL.
Na minha opinião onde mais estamos atrasados é em relação ao modal Hidroviário, pois temos mais de 29.000Km de vias naturalmente navegáveis porém estamos utilizando apenas 13.000KM, 40% da capacidade.
O Modal Ferroviário nos últimos tempos deu um salto bem interessante com as privatizações na participação da Matriz modal Brasileira, porém estamos notado a falta de capacidade e profissionalismo de algumas empresas em atender alguns tipos de segmento como o Petroquímico, Cimenteiro, e Aço por demandarem um nível de serviço melhor.               
Na imagem abaixo podemos analisar e verificar uma grande quantidade de números e indicadores sobre os modais de transportes no Brasil. Concordo com Marcos Machado Soares, para que ocorra a multimodalidade, é preciso pensar em transporte sem considerar os modais como concorrentes, mas complementares.
clique para ampliar ou acesse o slideshare
Entendemos que a integração de todos os Modais, chamado Multimodalidade, não diminuiria os ganhos de cada um na Matriz nacional, pois com uma operação mais barata, teríamos um crescimento maior da economia e consequentemente uma maior demanda de transporte, onde todos sairiam ganhando.
Temos muito a evoluir, porém temos que dar os primeiros passos, pois não há tempo a perder. Vivemos um momento econômico que temos que aproveitar, pois não sabemos os rumos da economia no futuro.
Gosto de frisar que temos que nos unir e integrar os modais. O Brasil como um todo e as empresas de transporte no Brasil, seja Rodoviário, Hidroviário, Aéreo ou Ferroviário, sairão ganhando.
Abraço,
Junior Cavalca

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

10 Problemas do Marketing de Serviços


Viver de serviços hoje exige muito conhecimento e atenção das empresas. Devido a sua intangibilidade, apesar de acreditar que cada vez mais com a tecnologia estamos conseguindo tangibilizar muitos serviços, temos que valorizar e avaliar o que estamos oferecendo para o mercado.
Durante minha experiência na Pós-Graduação em Marketing de Serviços(ESPM) Porto Alegre – RS recebi um material falando sobre os 10 Problemas do Marketing de Serviços. Resolvi então abordar esse tema aqui no Blog para de alguma forma tentar ajudar pois acredito que podemos melhorar o nível dos Serviços no Brasil.
Vamos aos erros:
                1 – Responsabilidade do Prestador: Este e um dos pontos chaves na prestação de serviço. Devido a sua intangibilidade temos que deixar muito claro o que se esta oferecendo e de que forma será oferecido para não gerar desgaste entre o cliente e a empresa. A clareza passa pelo conhecimento que o ofertador tem do seu serviço e a visão que o comprador tem do mesmo. Como o termo já diz, o prestador do serviço tem que ter responsabilidade e cumprir o serviço regido pela ética e legalidade da profissão;
                2 – Incerteza do Cliente: quanto mais conhecimento você tiver do serviço que está oferecendo, mais certeza e confiança o cliente terá em adquiri-lo. Porém ainda temos muito a evoluir para entender e compreender o que cliente quer comprar para diminuir as incertezas dos clientes. Eduque seu cliente e faça o follow-up;
                3 – Experiência essencial: na minha opinião este é o grande ponto para não haver surpresas na vendas de serviços. Tendo mais experiência e conhecimento no que você está ofertando, diminuirá a insegurança do cliente.
               
Semana que vem tem mais...
Abraço,
Junior Cavalca

terça-feira, 7 de agosto de 2012

13º Congresso Internacional de Qualidade


Participei este mês do 13º Congresso Internacional de Qualidade que ocorreu em Porto Alegre. Ele é considerado o maior evento do mundo na área da Qualidade da Gestão.
           Foram dois dias de evento, no entanto pude participar apenas de um. Ainda assim valeu muito a pena pela qualidade das palestras. A primeira palestra que assisti foi do John Timmermann, Vice-Presidente da rede mundial de hotéis Marriott.
             Transcrevo aqui sábias frases dita por ele durante a palestra:
“A Vida no Plante é Imprevisível” - as Mudanças estão acontecendo cada Vez mais rápido;
“Ser ágil as ações/reações” - ter Felling de entender o que o mercado esta precisando e buscando;
“Pensar na Cultura da Organização como um todo” - pensar globalmente e agir Localmente;
“Não pode ter inovação sem processos de Qualidade” - se todo o dia você estiver “apagando incêndio”, não verá as oportunidades que estão muitas vezes ao alcance da empresa;
“Inovação de cada membro da força de Trabalho. O Grande X da Inovação/Melhores Práticas” - dar oportunidade a todos, incentivar a inovação na empresa;
“Melhora da Qualidade sempre Constante, definida pela voz do Cliente” - entender e compreender o que o Clientes quer e necessita, melhorando a qualidade.
E o grande recado que deixou foi que estamos num mundo em constante evolução e precisamos de dois aspectos para se manter no mercado: buscar ajuda nos colaboradores e na sociedade, e ser flexível às mudanças que o mundo globalizado está nos impondo de uma forma muito mais Rápida.
        Já na palestra do Harry West, CEO da Continuum, empresa representada no Brasil pela Symnetics, ele falou muito do potencial do Brasil. Disse que temos potencial para ser um país desenvolvido, pois pensamos muito em Comodities ao invés de pensarmos em criar e desenvolver... Deu como exemplo que a maioria da tecnologia que entra no Brasil vem pelas Multinacionais e não desenvolvidas aqui.
      West fez também uma comparação entre Brasil e EUA, mencionando que os EUA focam o cliente /Consumidor, já o Brasil defini suas estratégias baseado na visão e perspectiva da empresa. Precisamos entender mais o cliente e suas necessidades.
Achei fascinante o case da Tetra-Pack. Apresentaram a pesquisa que fizeram para a Tetra-Pack focando saber em como as pessoas bebiam os líquidos. Inseriram uma filmadora dentro de copos e identificaram três formas diferentes de ingerir o liquido, o que resultou na adequação da Tetra-Pack às necessidades dos consumidores. Fabricaram suas caixas de suco em três formatos diferentes para venderem seus sucos.
Lembrando que a Tetra-Pack é fabricante de embalagem, e investiu para facilitar as vendas dos seus clientes, que produzem e vendem o suco.
“É preciso colocar o seu Cliente no Centro da Inovação”.
           O especialista em Análise de riscos e oportunidades, Nicola Knoch, ministrou a terceira palestra, relacionando aos desafios globais. A abertura desta Palestra foi com o Dizer “Cada um tem um Caminho, porém convergindo todos junto para este caminho ser de um Futuro Melhor”.
          Concordo com ele, precisamos quebrar a barreira de enfrentar os desafios para que com isto possamos gerar oportunidades.
              Knoch nos mostrou os 3 Pilares da Sustentabilidade:
Economia
Ecologia
Sustentabilidade
Reativa
Ativa
Proativa
Cumpre a Lei
Resposta as Questões de Hoje
Longo Prazo
Quando as empresas olham para a economia, agem de uma forma reativa, ou seja, cumpre a Lei através das necessidades atuais. Quando pensam na ecologia estão ativa, pensando em se manter no mercado no dia a dia. Já as que pensam em Sustentabilidade são proativas ao mercado, sempre buscando soluções que o mercado ira necessitar a médio e longo prazo, estando sempre a frente.

“Precisamos repensar os Hábitos atuais, para que possamos ter um Futuro melhor e mais sustentável”.

Com certeza foi um dos eventos sobre Gestão mais interessante que participei, pois mostrou muito bem a realidade que estamos vivendo e as mudanças que estão acontecendo no mundo dos negócios, atingindo nossa nova forma de viver. Este evento do PGQP é um evento anual e vale muito a pena participar. Pela magnitude do mesmo podemos dizer que, depois do HSM ExpoManagement, é um dos melhores eventos de Gestão do Brasil.

Um grande abraço e ótima leitura.
Junior Cavalca

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

continuação...O livro BR 101


O livro BR 101 – A estrada do Brasil sintetiza bem o que o brasileiro é capaz, com sua força de superação e capacidade em ajudar. Ainda aborda o que o Transporte no Brasil pode fazer e já faz pela Economia do Brasil.
Autor:  Mazuras, Marcelo
BR – 101 : a estrada do Brasil / Marcelo Mazuras ; fotos Gustavo Kersten. – 1. Ed. – São Caetano do Sul, SP  : Casa Maior Editora, 2012.
Transcrevo aqui o trecho do livro que falam da Tia Cotinha: (pág 236/237)

Poucas pessoas do Brasil conhecem tão bem a dor e a alegria das estradas como Nair Pereira dos Santos, a Tia Cotinha. São 60 anos de trabalho na beira de uma rodovia – 38 deles na BR – 101 em Paulo Lopes, sul de Santa Catarina. Ao lado do seu marido Osni, ela cozinhou e serviu gerações de viajantes. Com seu restaurante, o Tia Cotinha, criou seus 8 Filhos. E a BR – 101 que sustentou sua família também tomou parte dela. Nair, agora com 78 anos, perdeu um de seus netos num acidente poucos Kms dali, no trevo da Penha. Meses depois, seu marido Osni, morreu quase no mesmo local, ao se chocar com um Caminhão. Tudo isto aconteceu em 1990. Mas como diz o ditado, desgraça pouco e bobagem: seu filho mais velho também perdeu a vida numa colisão de carro na mesma região, apenas um mês depois do Pai. Três mortes seguidas por acidente – as três na mesma BR – 101. Todas a poucos Kms do restaurante em que ela sempre trabalhou.
Tal coleção de Tristezas faria desmoronar qualquer vivente. Cotinha, porém, se resignou – entregou tais desígnios aos desejos de Deus.
E se manteve ativa e forte no comando da melhor comida caseira que se pode encontrar na 101 – Brasil todo incluída, em nossa rigorosa avaliação. A carne de Panela e a Galinha caipira são insuperáveis. O preço é comovente.
Com tantos anos de estrada, ela foi adotada como mãe dos caminhoneiros. “Eles me contam tudo, problemas no Trabalho e no casamento. Eu tento dar uns conselhos”, diz. Atenta, ela não deixa ninguém com cara de sono seguir viagem. “Só de bater os olhos já sei que o caminhoneiro passou o tempo de ir para a cama. Sei também se tomou alguma coisa errada. Aí peço para ele dormir um pouco, enfim não deixo prosseguir”, conta. E eles obedecem? “Sempre”, responde com um breve sorriso. Pudera: Tia Cotinha até faz chazinho para convencer os reticentes....agradecidos, eles sempre retornam. Muitos trazem os filhos, e depois os netos, para lhe tomar a Benção.
Ela nunca operou com cartões ou cheques: “Se alguém ta sem dinheiro, falo para pagar depois não tem problema”. E garante que nunca perdeu um centavo nessas penduras. “Caminhoneiro é trabalhador sofrido, tenho pena deles. Todos pagam direitinho e ainda agradecem”, afirma.
               
Se você leu até o fim, gostaria de agradecer pois com certeza você acredita que podemos fazer melhor. Temos que acreditar e sonhar mais, pois só assim conseguiremos motivar mais pessoas a acreditar que somos capazes de mudar este Brasil.

Um grande abraço...
Junior Cavalca

*Ganhei esse livro da Scania no evento que participei em Brasília.